sexta-feira, abril 29, 2005

Ivo Ferreira

Talvez não devesse comentar esta situação, mas a verdade é que considero caricato a vitimização desta personagem. Este senhor foi preso com provas de ter consumido haxixe, algo proibido nos EAU. Não foi preso por suspeita de, existem provas. Tristemente foi apanhado por ter quebrado uma lei de um país estrangeiro. Porque é que deve ser perdoado? Ele só fumou um charro, tudo bem! A questão é que quando vamos a outro país, cientes das diferenças legais, devemos ter em mente: Em Roma, sê Romano!
Se eu fosse a um país árabe, ciente das diferenças culturais e religiosas, cobriria o meu cabelo, mesmo que discorde. Não consigo ter pena e querer salvar este senhor. Se fosse o José Silva será que teria esta cobertura mediática???

8 Comments:

Blogger Turno da Noite said...

Se, mesmo como diz, cobrisse o cabelo porque o costume do país o obrigava, entendo pelo seu post que caso o não fizesse, por qualquer motivo, acharia bem estar um mês presa em condições infra-humanas? O caso não é o haxixe nem o sujeito, mas a completa desproporção da pena associada e o absoluto laxismo do MNE e de Portugal!

12:17 da manhã  
Blogger Casalinha said...

Concordo consigo! O que me preocupa, para além dessa questão «e se, fosse o comum dos mortais que não tivesse os conhecimentos deste senhor, se o caso teria tido estas proporções. E, no início, O Sr. Ivo só falou de como era be3m tratado. Ponto dois, lei é lei mesmo que eu não concorde com ela. A verdade é que não concordo que uma mulher vá presa por ter abortado, no entanto quebrou a lei. Se for a Espanha, já não quebra. Talvez o meu racicínio seja demasiado simplista.

Muito obrigada pelo seu post. É raro alguém responder...

12:09 da tarde  
Blogger Turno da Noite said...

«Lei é lei», mas caber-nos-á viver sem reclamar da lei iníqua? Vou mais longe: onde começará a nossa legitimidade para não apenas reclamarmos (passivamente) mas também nos rebelarmos e assim nos não sujeitarmos (activamente) à 'lei' injusta?
Pessoalmente faria tudo o que estivesse ao meu alcance para pôr a salvo uma mulher (que tivesse abortado)e já nem falo de prisão, falo de julgamento, simplesmente porque considero a lei um perfeito disparate.
Aos juízes e apenas a estes magistrados espero e exijo que cumpram a lei, (todas as leis)na plenitude dos seus ditames, independentemente das suas crenças, desejos e convicções! É esse um dos pilares básicos de um Estado de direito.
Não tem nada que agradecer, é um prazer!

11:02 da manhã  
Blogger AS said...

Casalinha, concordo contigo, O Sr. Ivo, como ele proprio disse estava em trabalho para fazer um documentário sobre ESSE país. ora ele devia estar ciente do que podia e não podia fazer e claro como em qualquer país moçulmano o consumo de drogas é proibido.

Em jeito de resposta ao Jos, sim é uma lei estúpida, mas é uma lei num país estrangeiro que não é o nosso, por muito que eu não concorde os EAU são um estado soberano e eu não participo das decisões deles e se eu entrei livremente nesse país, isso implica que aceitei as regras deles, ponto final.

Exageradamente eu não quero levar um tiro de um turista da florida em plena rua direita de uma cidade portuguesa, só porque tive uma atitude que ele considerou ameaçadora. Mesmo que esse senhor considere estupida a lei portuguesa que o proibe a isso.

3:35 da tarde  
Blogger Turno da Noite said...

Esse é o prisma interessante que permite a pena de morte, a prisão perpétua e outras atrocidades como o apedrejamento e a ablação do clitorís, apenas e só, porque se passam do lado de lá daquele muro a que chamamos país soberano!
Contem-me dessas que eu gosto!
Então, deixaram a humanidade e a sensibilidade bem fechadinha nos V. Blogs?
Abraço ambas

10:05 da manhã  
Blogger AS said...

Mas não se trata disso... nos casos que apontaste estamos todos de acordo.
A questão aqui discutida, e já se falou (escreveu) tudo o que se tinha a escrever é a de que, mesmo sendo uma lei "estupida", a pessoa em questão sabia que estava a quebrar essa lei, quebrou-a de uma maneira igualmente estúpida e foi apanhado... Será que não podia esperar até chegar a um país europeu para fumar o seu charro? era assim tão importante?
Agora o estado Português deve fazer é providenciar todos os meios possíveis a este cidadão nacional, para que este tenha uma defesa condigna, tenho dito ;)

quanto à humanidade e sensibilidade - cá estou eu a atiçar a fogueira da discussão - dependem da cultura, religião e posição geográfica em que nascemos, o que é desumano para mim, que nasci e num país ocidental, fui criado segundo a cultura ocidental, pode ser normal para outra pessoa que vive do outro lado do planeta.

4:57 da tarde  
Blogger Casalinha said...

Eu estou solidária com o IVo. Acho que se deve sentir só e que já deve ter tido tempo de reflectir sobre as suas acções. Acho que, se o governo do Dubai deseja manter a sua lei, é normal que tenha de mostrar ao mundo que a lei não é apenas para os nativos... DEsejo boa Sorte ao Ivo e que volte para casa, vacinado!!!

5:21 da tarde  
Blogger The Last Citizen said...

Só para dizer que a perspectiva de 5 anos por fumar uma ganza me parece um pouco exagerada, mas parece-me bem o susto que o tipo apanhou. Em segundo lugar porque porque se encontrava num país estrangeiro, perfeitamente consciente do crime em que incorria. Só por não conseguir passar uns dias sem "enrolar uma" já mereceu a lição, na minha opinião, claro. Em primeiro porque fumar ganzas no Dubai, no Bairro Alto, Madrid, Barcelona, Amsterdão ou no pátio da Faculdade de Arquitectura é igualmente um estado abjecto de existência para anormais sociais.

Desculpem-me se ofendi susceptibilidades e aguardem o erguer do blog The Last Citizen.


The Last Citizen

11:11 da tarde  

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