domingo, outubro 23, 2005

Os Diários de um Motociclista

É tão bom ver um filme noutra língua que não o americano... As paisagens soberbas... A procura acidental pelo eu... A injustiça presente no mundo e o saber que está ao alcance de qualquer um de nós fazer algo para transformar o mundo num sitío melhor.
Para casa trouxe a inquietação de poder mudar algo, de poder ajudar o outro. Está na hora de encetar projectos há muito adormecidos - ser solidária - pelo menos, um pouco mais.
Por vezes penso, se não falassemos tanto e fizessemos mais, o mundo seria hoje diferente. Se não nos chateassemos com vizinhos ou irmaos ou tios e com eles concluissemos projectos positivos a bem da familia, da comunidade, hoje viveríamos melhor.
Não me digam que não nos deixam pois não acredito. Quem sonha sempre alcança. Por vezes, a forma como pedimos é que não é a indicada.
Che era um homem comum, da classe média, que abdicou do que poderia ter sido para ser o que foi. As razões forma boas, os resultados discutíveis.
Teresa de Calcutá era uma menina normal e mudou um país.
Ghandi e Martin Luther King mudaram o mundo.
Não podemos todos ser herois mas podemos todos contribuir com pequenas coisas. Podemos ajudar familiares mais velhos a irem às compras ou ao ouvirmos as aventuras como jovens pela milésima vez. Podemos ajudar os mais novos com os trabalhos, com as pinturas na cara, com a história da noite.
Podemos adoptar, ser família de acolhimento, ser pais "protector" de uma criança em África. Podemos angariar fundos, livros etc, para instituições carenciadas.
Podemos olhar alguém e simplesmente dizer Bom Dia! e fazer alguém sentir-se Alguém...
Quanto ao filme, tenho pena que a comunidade senense não tenha aproveitado para ir ver. Não me digam que não há divulgação pois basta passar pelo cine-teatro e existem muitos panfletos com os horários. Quem vai ao café, num instante passa pelo cinema, certo?

1 Comments:

Blogger Luis Monteiro said...

Sem dúvida um dos melhores filmes do ano passado. Intemporal...

2:24 da manhã  

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